Marina Silva defende a prisão de Lula

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Pré-candidata do partido Rede Sustentabilidade à Presidência da República; a ex-petista Marina Silva, ministra do Meio Ambiente na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a “lei deve ser para todos”. E não importa se o bordão significar que o ex-companheiro de partido seja levado para a cadeia; condenado sem uma prova sequer, em Segunda Instância, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).— Não temos que ter uma lei para o Lula, para o Aécio (Neves), para o Jader Barbalho ou para o Renan Calheiros — diz ela. Marina falou a jornalistas de um dos diários conservadora paulistanos.

A lei

Junto com o ex-governador Ciro Gomes (PDT), Marina Silva seria a maior beneficiada com a prisão de Lula. Ela, segundo pesquisas, herdaria parte do eleitorado petista, em um cenário de ausência de Lula nas urnas. Questionada como pretende arregimentar esses votos, ela afirma que “o voto não pertence nem aos partidos, nem às figuras políticas”. A disputa, segundo diz, segue aberta até outubro.

— Meu entendimento, com base nos autos, é que foi uma decisão técnica. Obviamente que ele tem o direito de fazer esse percurso; mas chegará o momento em que teremos que nos deparar com o cumprimento da lei. E eu advogo que a lei deve ser cumprida por todos, independente do poder econômico ou político. Espero que nessas eleições cada candidatura se coloque independente dos concorrentes — insistiu.

Susto à direita

Para o escritor Luiz Ruffato; em artigo publicado no diário ultraconservador espanhol El País, nesta quarta-feira, “a ala neoliberal brasileira, que, mancomunada com o Poder Judiciário, organizou e orquestrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou um enorme susto com a divulgação da pesquisa Datafolha; no último dia 31 de janeiro.Esperavam que, diante da iminência da prisão do ex-líder sindical; incriminado por corrupção e lavagem de dinheiro, haveria uma queda significativa das intenções de voto no candidato petista à Presidência da República e uma reconfiguração do quadro eleitoral”, afirmou.

Ruffato segue adiante:

“O que se viu, entretanto, foi que o prestígio de Lula permanece inalterado: seu nome arrebanha mais que o dobro das intenções de voto do segundo colocado, o líder fascista Jair Bolsonaro, 34% contra 16%. Pior: Geraldo Alckmin, o candidato tucano que deveria exercer o papel de contraponto a Bolsonaro, não se mexe, estacionado nos 6%. Sem Lula, o páreo fica embolado: Bolsonaro sobe a 18%, crescem as candidaturas de Marina Silva (13%) e Ciro Gomes (10%), o PT desaparece, e Alckmin fica lá atrás, com 8%. Qual a solução? Ressuscitar a candidatura natimorta do apresentador de televisão, Luciano Huck…

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