10 são presos em ação contra o tráfico de drogas em SP

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A Polícia suspeita que integrantes usaram açougue, loja de automóveis e até igreja para lavar dinheiro do tráfico.

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (21) 10 integrantes de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas. Dos 12 mandados, dez já foram cumpridos. Também foram realizadas buscas em 19 casas.

Ligado ao PCC, o grupo recebia cocaína na capital paulista, distribuía aos locais de venda que controlava e revendia no varejo. Durante a investigação, em abril de 2016, foram apreendidos 881 quilos de cocaína, 11 fuzis, 2 pistolas, grande quantidade de munição e 3 bloqueadores de telefone celular.

Segundo a PF, “a ação é um importante golpe na estrutura do PCC, desarticulando uma relevante célula da facção responsável pelo tráfico interestadual de drogas e armas”.

 Os 31 mandados judiciais foram cumpridos pela PF nas cidades de São Paulo, Mogi das Cruzes, Santo André, Jarinu e Praia Grande, todas no estado de São Paulo.

Segundo funcionários da Polícia Federal, o grupo usava lojas de automóveis, açougue e até uma igreja para lavar o dinheiro do tráfico de drogas e armas.

“Identificamos também uma igreja com substancial elemento de que era utilizada como lavagem de dinheiro”, disse o delegado Rodrigo Campos Costa.

A igreja, que foi alvo de busca, é “da região de Mogi das Cruzes”. “Ela só abre três vezes por semana agora, mas foi muito atuante durante o ano de 2017”, afirmou o também delegado da PF Fabrizio Galli

Os investigados serão indiciados pela prática de crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas – com penas de 5 a 15 anos de prisão e multa e de 3 a 10 anos e multa, respectivamente. Alguns dos envolvidos também responderão pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, cuja pena é de reclusão de 3 a 6 anos e multa.

Mortes na facção

Na sexta-feira (16), dois membros do alto escalão do PCC foram mortos: Abel Pacheco e Gegê do Mangue, em Aquiraz, no Ceará.

A principal suspeita investigada pela polícia e apurada pelo Ministério Público é a de que Gegê e Paca tenham sido mortos pela própria facção paulista em retaliação ao assassinato de um de seus ex-membros, o preso Edilson Borges Nogueira, o Birosca, em dezembro de 2017.

Fonte: G1
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