Alckmin defende reformas e equilíbrio fiscal para estimular desenvolvimento

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O presidente nacional do PSDB e governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou de reunião com a bancada tucana na Câmara nesta quarta-feira (21). O encontro foi o primeiro oficialmente comandado pelo novo líder do partido na Casa, deputado Nilson Leitão (MT). Em seguida, Alckmin falou aos jornalistas sobre pautas prioritárias para o país, como reforma tributária e redução do Estado.

 

O tucano defendeu uma agenda de reformas aliada à agenda de competitividade. O governador adiantou que o partido vai preparar um grande projeto observando o desenvolvimento regional, levando em consideração os diversos “Brasis” existentes na nação.

Segundo Alckmin, a questão central do Brasil é fiscal. “Não adianta querer contornar outros problemas. A questão é fiscal, é gastar o que não tem. É inacreditável o nosso déficit primário. Ou aumenta a receita ou corta gastos”, defendeu.

Na avaliação do governador, não existe solução única, mas um conjunto de ações. Entre elas, ele destacou como fundamental a reforma tributária, com a simplificação do modelo, procurando atrair investimentos. Como destacou, é possível que a reforma ajude a elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em até 3% em 10 anos. “Isso ajuda muito, pois diminui a sonegação e poderemos ter um sistema melhor”, defendeu.

A reforma tributária relatada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PR) tem os objetivos de simplificação, desburocratização e justiça social, beneficiando diretamente os mais pobres.

“Tendo uma questão fiscal melhor, vamos ter juros baixos de forma permanente, câmbio melhor. O nosso foco deve ser numa recuperação sustentável. Para isso é preciso ter macroeconomia e a questão fiscal é a primeira”, explicou o governador.

Segundo ele, o Brasil tem hoje uma máquina pública pesada, burocrática e cartorial, que emperra a atividade econômica. Por isso, defendeu a urgência na redução dos gastos, da burocracia e do peso do Estado.

O presidente nacional do partido ainda defendeu mudanças no sistema político-eleitoral. Para ele, o modelo atual não é adequado. Uma das mudanças primordiais, avalia, é a adoção do voto distrital misto.

O governador lembrou ainda que o partido é favorável a uma reforma previdenciária com foco na justiça social. “Não é algo impossível. Fizemos em São Paulo, em 2011, e já está implementado. Todo setor público só vai aposentar até o teto do INSS. A partir daí é Previdência Complementar (Prevcom). Aliás, outros estados estão aderindo ao nosso modelo de Previcom, como é o caso de Rondônia”.

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