Marina Silva: “Aprendi com as campanhas que vale a pena persistir na verdade e não ganhar a qualquer preço”

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Marina Silva está de volta, pela terceira vez, ao debate eleitoral brasileiro. Por ora, como pré-candidata. Quer ser a presidenta da República do Brasil que vai superar a polarização da sociedade, reunindo o melhor que cada partido pode aportar ao país. Marina, a ambientalista que ajudou a fundar a Rede Sustentabilidade, persiste. A exemplo do ex-presidente Lula, que concorreu três vezes até chegar ao Planalto na quarta, Marina teima. Levanta a bandeira do diálogo republicano para mudar o rumo da prosa num país que acumula rancor pelo futuro glorioso que nunca chega. Vinda de uma família pobre e numerosa, a exemplo de Lula, Marina sabe o que é furar o bloqueio do destino. Sua história sensibiliza. A superação da pobreza, o aprendizado da leitura aos 14 anos, a militância pelo meio ambiente. A carreira política e a projeção internacional. “Vamos fazer um debate em torno de propostas para que o eleitor analise a trajetória de vida de cada um”, diz ela.

Diferentemente do ex-presidente, ela quer abreviar seu tempo de espera para alcançar o Planalto. Chega nesta eleição trazendo uma mensagem, a priori, óbvia, que caracterizou sua campanha em 2010 e 2014: construir pontes com adversários, elevar o patamar de ética pública na condução do Executivo. Diálogo, diálogo, diálogo. Sair da dinâmica do toma lá dá cá. Tirar o país da cultura do ódio que se estabeleceu nas ruas. Há quem diga que Marina está numa posição confortável, de ataque aos que estão sob os holofotes, apenas apontando os erros de seus adversários. É criticada, também, por ter apoiado Aécio Neves em 2014, o impeachment de Dilma em 2016, a Lava Jato, e agora, mais recentemente, por não ter se posicionado enfaticamente contra a intervenção federal do Rio de Janeiro, muito embora a Rede tenha soltado uma nota contundente a respeito do assunto. Ela já se acostumou a críticas, e não se importa de confundir seus detratores: defende pautas consideradas de esquerda para alguns, e de direita para outros. “O Brasil não precisa de mais ódio, mais separação, mais violência. O Brasil precisa se unir em torno do que interessa”, diz ela ao receber o EL PAÍS, na sede da Rede, em Brasília.

Fonte: Elpais

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